MILHOS
HÍBRIDO
IAC 100 B
Maior Produção, Maior Número de Fileiras e Melhor Posição da Espiga na Planta
O cultivar de milho híbrido IAC 100 B é um híbrido duplo obtido do cruzamento dos híbridos simples (IAC 701 x IAC B) x IAC HS 1230 (IAC Z x IAC Y), dando como produto final um milho amarelo-alaranjado, semidentado.
As linhagens IAC 701, IAC Z [Col 2(22) melhorada] e IAC IAC Y (Ip 48-5-3-melhorada) já vêm sendo utilizadas em outros híbridos deste Instituto. A IAC B é oriunda do melhoramento da linhagem americana Texas 303. Esta, embora apresente potencialidade de ser explorada como linhagem comercial e seja cerca de sete dias mais precoce que as demais, revela problemas de suscetibilidade a fusário, já corrigidos no melhoramento. tais linhagens mantidas na Fazenda de Milho Híbrido de "Ataliba Leonel", CATI, são de "pedigree" fechado, de propriedade do Governo do Estado de São Paulo. O híbrido simples IAC 701 x IAC B é de grãos dentados amarelos e o IAC HS 1230, duro e alaranjado.
Na síntese do híbrido duplo, utiliza-se esterilidade citoplasmática C. ERm certas condições, ocorre a instabilidade dessa característica no híbrido simples IAC 701x IAC B, o que provoca restauração da fertilidade masculina: isso exige o despendoamento, mas a própria macho-esterilidade facilita sua execução.
O híbrido IAC 100 B é 10% mais produtivo, com catorze ou mais fileiras de grãos na espiga, maior prolificidade e menor altura da espiga que os outros híbridos comerciais da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São PAulo.
QUADRO
1:
Ensaios de híbridos e cultivares realizados em Campinas, Pindorama, Ribeirão
Preto e manduri. Quatro repetições por local - IAC (Produção relativa ao
8222)
| Híbridos | 1985/86 | 1986/87* | 1987/88* | 1988/89** | Média |
| 8214 | 99 | 97 | 90 | 107 | 98 |
| 100 B | 134 | 101 | 96 | 106 | 109 |
| 8222 | 100 | 100 | 100 | 100 | 100 |
| * Sem pindorama ** Um ensaio em Campinas | |||||
QUADRO 2:
ensaio nacional de milho precoce realizado no Centro Experimental de Campinas,
em 1988/89. Cinquenta e seis tratamentos e três Repetições
| Cultivar | Número de plantas/10m2 |
Número de espigas/10m2 |
Prolificidade E/P | Peso de espeigas Kg/10m2 |
|
(P) |
(E) |
|||
| IAC 100B | 47 | 54 | 1.15 | 11.07 |
| Média do ensaio | 45 | 47 | 1.104 | 9.36 |
QUADRO 3:
Teste regional de cultivares de milho, realizado em Campinas e
Tatuí, em 1988/89. dezesseis tratamentos e quatro repetições
| Locais | Cultivar | Altura das espigas (E) cm | Altura das plantas (P) cm | E/P |
| Campinas | IAC 100 B | 159 | 253 | 0.63 |
| Média do ensaio | 151 | 244 | 0.62 | |
| . | ||||
| Tatuí | IAC 100 B | 104 | 241 | 0.43 |
| Média do ensaio | 100 | 231 | 0.43 | |
Para o ano agrícola de 1989/90, foram produzidas pela DSMM-CATI 2000 sacas de 40kg deste cultivar.
Luiz
Torres de Miranda
Seção de Milho e Cereais Diversos
Colaboradores:
Luiz Eugenio Coelho de Miranda
Seção de Milho e Cereais Diversos
Nelson C. Schmidt
Estação Experiemental de Pindamonhangaba
Sylmar Denucci
Fazenda de Milho Híbrido de "Ataliba Leonel"
Eduardo Sawazaki
Seção de Milho e cereais Diversos